Recursos
Marketing

O prémio que te custa zero e vale a dobrar

Um café grátis na barbearia do lado premeia o teu cliente, traz um cliente novo ao barbeiro e a ti não te custa nem o café. As alianças transformam os vizinhos no teu catálogo de prémios.

Atualizado a 22 de agosto de 2026 · escrito por quem o construiu.

5 min de leitura 15 min + uma conversa Impacto médio

A conta que explica tudo

Um prémio da tua ementa custa-te produto. Um prémio do vizinho custa-te uma conversa.

Põe isso em números. Ofereces uma sobremesa que te custa 1,10 € de produto e entregas 30 prémios por mês: são 33 € de margem que saem da tua caixa todos os meses, enquanto o programa estiver vivo.

Troca esse mesmo prémio por «um café na cafetaria da frente». A ti custa-te zero. À cafetaria custa 0,40 € por café, e só quando alguém entra mesmo. Se desses 30 vales se resgatam 15, pagou 6 € por 15 pessoas que não a conheciam e que agora sabem onde fica a porta: quarenta cêntimos por cliente novo.

Está aí tudo. Cada um oferece o que lhe sai barato e recebe o que lhe sai caro. Tu entregas margem alheia; ele entrega produto próprio em troca de movimento que não tinha. E o acordo fecha-se de pé, no passeio, em dois minutos.

Serve precisamente para o prémio que tu não consegues pagar. Um corte de cabelo, uma aula experimental, uma lavagem do carro. Coisas que na tua ementa não existem e que ao teu cliente parecem muito mais do que outro café grátis.

As duas formas de o montar

Há dois caminhos e não são a mesma coisa com nomes diferentes. Aliados é pôr o benefício do vizinho como prémio do teu clube. Alianças —o ecrã com o botão Resgatar um vale, não o de Códigos de empresa para funcionários de uma empresa— é para quando o acordo é a sério e queres números.

AliadosAlianças
Para quêPôr o benefício do vizinho como prémio do teu clubeUm acordo com dois lados, com limites e com contas
O que vê o teu clienteA ficha do aliado no verso do cartão: benefício, morada, horário, telefoneA ficha (morada e telefone) e, por cima de tudo, o código do vale para o ler em voz alta
Como se valida láOlhando para o cartão do clienteEscrevendo o código e marcando-o como entregue
O aliado precisa de conta?Não, nem dá pelo sistemaNão: se não usar a etlas, recebe uma ligação para o telemóvel
O que medesPrémios associados e quantos há por resgatarEntregues, resgatados e a percentagem entre os dois

Começa por Aliados: é o caminho curto e serve para qualquer acordo de bairro, porque o vizinho não tem de instalar nada nem de se lembrar de nada.

Montá-lo, passo a passo

Ativa-o no teu painel
  1. Abre Aliados e carrega em Novo aliado.
  2. Preenche Negócio e Benefício que oferece. Depois Como se resgata, Morada, Horário e Telefone, e carrega o logótipo. É isso que o teu cliente vai ler no telemóvel, de pé, à frente de uma porta que não conhece.
  3. Vai a Configurar → Os prémios e carrega em Novo prémio. Em Onde se resgata? escolhe o nome do teu aliado em vez de No meu negócio. Esse seletor só aparece se já existir um aliado: por isso a ordem importa.
  4. Arrasta o prémio para o carimbo onde queres que calhe.
  5. Pronto. Quando alguém o ganhar, a ficha do aliado aparece sozinha no verso do cartão, e à tua equipa aparece ao ler o código. Antes de o ganhar não se mostra: não faz sentido mandar ninguém a um sítio onde ainda não pode ir.

O ecrã de Alianças —o do botão Resgatar um vale— é para quando o acordo é a sério e queres números. Ali regista-se o que ofereces, as condições, um Máximo de vales e uma data Até. Se o aliado também usa a etlas, chega-lhe como proposta, e não se oferece nada até ele carregar em Aceitar: um acordo que só uma das partes ativa não é um acordo. Se não o usa, ao guardar recebes uma ligação para lha passares: é o balcão dele, sem conta nem palavra-passe, para guardar no ecrã principal do telemóvel. Escreve o código, vê quem vem e o que leva, e confirma. O mesmo código duas vezes é recusado, com a data e a hora do primeiro resgate.

A quem o pedes

A regra é só uma: que partilhe clientes contigo e não concorra contigo. O mesmo passeio, horários que se completam, gente parecida.

  • Talão baixo e muita frequência (cafetaria, padaria): já ofereces barato todos os dias. Usa o aliado para o prémio grande do fim do cartão de carimbos, aquele que tu não te podes permitir.
  • Talão alto e pouca frequência (cabeleireiro, ótica, oficina): tu não podes oferecer um corte todos os meses; a cafetaria do lado pode oferecer um café. Esse é o teu aliado natural.
  • Restaurante de jantar: o aliado serve-te para dar algo nas visitas intermédias sem mexer na tua margem.
  • Várias lojas: uma ficha de aliado por zona. Mandar alguém atravessar a cidade por um café é pior do que não lhe dar nada.

E pede-lhe sempre algo de custo baixo e margem alta para ele: uma bebida, um extra, a primeira aula. Nunca o produto estrela dele. Um acordo que lhe dói cai em três semanas e ainda te deixa mal com o vizinho.

Os erros do costume

  1. Fechá-lo com o dono e não com quem está ao balcão ao sábado. É por isso que a ficha tem o campo Como se resgata: o cliente mostra o ecrã e a frase é a mesma para todos.
  2. Escolher o aliado por simpatia e não por clientes. Dás-te bem com o da oficina, mas a tua gente vem a pé e a oficina fica a três quilómetros.
  3. Um acordo sem fim. Numa aliança pões Máximo e Até por alguma razão: testa-se com cem vales e três meses, não com «logo se vê».
  4. Não olhar para o número. Quarenta vales entregues e dois resgatados não são uma aliança fraca: são um prémio que não apetece a ninguém. Muda-o.
Se o aliado voltar atrás, pausa antes de apagar. Um aliado em pausa desaparece do seletor de prémios e a sua ficha deixa de aparecer nos cartões, mas os prémios já ganhos continuam a poder ser resgatados. Se o apagares, os prémios associados não desaparecem: voltam a ser prémios normais da tua casa, e alguém vai ter de os servir.

Perguntas frequentes

O que é um comércio aliado num programa de fidelização?

Outro negócio onde se resgata um prémio do teu clube: tu ofereces, ele entrega. A ti não te custa produto e a ele entra-lhe gente nova com uma razão concreta para atravessar a porta. Funciona porque cada um dá o que lhe sai barato.

O negócio aliado tem de usar a etlas?

Não. No ecrã de Aliados basta criar a ficha dele: o vizinho não instala nada. E se quiseres que, além disso, confirme um código, uma aliança com um negócio de fora dá-lhe uma ligação própria para o telemóvel, sem conta nem palavra-passe.

Como sabe o aliado que o prémio é verdadeiro?

O cliente mostra-lhe o cartão no telemóvel: lá aparece o prémio, «Resgata-se em» com o nome do aliado e os seus dados. Numa aliança leva ainda um código de oito caracteres, sem letras nem números que se confundam ao ditá-los, que o aliado escreve no seu balcão e marca como entregue. A segunda tentativa com o mesmo código é recusada.

O que peço a um comércio aliado?

Algo que a ele custe pouco e ao teu cliente pareça muito: uma bebida, um extra, a primeira aula, uma percentagem sobre um serviço de margem alta. O produto estrela dele não, mesmo que to ofereça. E deixa claro desde o início que o acordo é recíproco: tu também vais oferecer o que é teu no clube dele.

Tudo isto vem incluído

Nada do que leste se contrata à parte: está dentro da etlas, à espera de que o ligues. Se já és cliente, entra no teu painel e ativa-o hoje; se ainda não és, o registo faz-se sozinho e o teu clube pode estar a funcionar esta semana.