As opções do prato, sem as gritar para a cozinha
Cada prato tem as suas perguntas: com que pão?, que ponto?, tiro alguma coisa? Os grupos de opções fazem-nas uma vez, bem, e levam-nas escritas até à cozinha.
A conta que quase ninguém faz
Pega no extra que mais te pedem. Digamos um extra de bacon a 1,20 €. Se é pedido seis vezes por dia e se aponta à mão no pedido, algum perde-se pelo caminho: sai o prato com bacon e cobra-se o prato sem bacon. Seis extras por dia durante trinta dias são 216 € por mês. Quantos te escapam sabes tu; a aritmética é teimosa: cada extra que não se regista é o seu preço inteiro perdido, porque o produto já saiu pela porta.
O outro lado custa mais. Um «sem maionese» dito de viva voz que não chega à cozinha volta para trás: pagas o produto duas vezes, a mesa espera o dobro e o empregado leva o raspanete por algo que até perguntou.
Um grupo de opções é essa pergunta escrita uma única vez: o que se pode escolher, quantas coisas, se é obrigatório e quanto custa cada uma. Escreve-se no painel e daí viaja sozinha até ao pedido, ao talão e ao ecrã da cozinha.
Como funciona na etlas
Há duas peças e uma regra. A peça grande é o grupo («Ponto da carne», «Toppings»): tem o nome e as regras. Lá dentro vão as opções («Médio», «Extra de bacon»), e cada uma tem o seu acréscimo em euros: 0 € se não custar nada.
O grupo cria-se uma vez e associa-se aos pratos que o usam. Se tens oito hambúrgueres, «Ponto da carne» escreve-se uma vez e marca-se nos oito. A ficha do grupo diz-te em quantos pratos está.
As regras são Mín., Máx. e a opção Obrigatório. A caixa registadora traduz isso numa frase que o empregado lê sem pensar:
| Como deixas o grupo | O que a caixa escreve | Para que serve |
|---|---|---|
| Obrigatório · Máx. 1 | Escolha 1 | O ponto da carne, o tipo de pão |
| Obrigatório · Mín. 2 · Máx. 2 | Escolha 2 | Os dois acompanhamentos de um menu |
| Obrigatório · Mín. 1, Máx. 3 | Obrigatório | Pelo menos um molho, até três |
| Sem obrigatório · Máx. 3 | Até 3 | Toppings com acréscimo |
Sem obrigatório · Máx. 0 | Opcional | Tirar coisas: sem maionese, sem cebola |
Na caixa, um prato com grupo obrigatório abre o ecrã de opções sozinho ao tocar nele. Se o cliente continua a pedir, tens «Escolher depois»: a linha fica marcada no talão e o botão de cobrar leva-te num toque ao que falta. Com algo pendente, não cobra.
Os acréscimos somam-se ao preço da linha, e por baixo do produto aparecem os nomes do que se escolheu: no talão do cliente e no ecrã da cozinha, que além disso marca com um «+» o que custa dinheiro. A linha guarda uma fotografia do que se escolheu, por isso subir amanhã o preço do bacon não muda os talões de ontem.
Montá-lo, passo a passo
- Entra em Ementa → Grupos de opções e carrega em Novo grupo.
- Dá-lhe um nome («Opções do Ceviche»), preenche Mín. e Máx.
(
0em Máx. é sem limite) e marca Obrigatório se o cliente tiver mesmo de escolher. - Acrescenta as opções uma a uma: nome e acréscimo. Deixa-o vazio nas que não custam nada.
- Vai a Ementa → Ementas, abre a ementa e, no prato, carrega em Todos os detalhes. Em baixo, em Grupos de opções deste prato, marca os que oferece.
- Guarda. Em POS → Caixa esse prato já pede as suas opções.
Que grupos precisas conforme o teu negócio
- Cafetaria. Dois grupos e chega: «Leite» (opcional, máx. 1) e «Extras» com acréscimo. Não transformes o café num formulário.
- Hamburgueria ou poke. Um obrigatório que decide como se cozinha e um opcional de toppings com preço. É esse obrigatório que evita devoluções.
- Prato do dia. Um grupo obrigatório por prato («Entrada», «Principal») com máx. 1. A caixa escreve «Escolha 1» e ninguém aponta o menu à mão.
- Restaurante à carta. Só o que muda o pedido: ponto, acompanhamento, alergénios frequentes. O resto cabe na nota da linha.
Os erros do costume
- Um grupo obrigatório sem opções lá dentro. O prato pede para escolher algo que não existe: a linha fica em «Falta escolher» e bloqueia a cobrança. Se o grupo ficou vazio, tira-o do prato ou tira o prato.
- Um grupo por prato. Oito «Ponto da carne» diferentes são oito sítios onde corrigir um preço. Cria-o uma vez e marca-o nos oito.
- Oferecer o extra. Se tem custo de produto, põe-lhe acréscimo. Um topping a 0 € que andas há anos a oferecer sai mais caro do que um a 0,80 € que ninguém discute.
- Transformar a caixa num inquérito. Cada grupo obrigatório são dois toques por prato. À hora de ponta nota-se.
Perguntas frequentes
Posso cobrar um extra a partir dos grupos de opções?
Sim. Cada opção tem o seu acréscimo em euros e 0 € significa que não custa nada. O que se escolhe soma-se ao preço dessa linha do talão, e os nomes aparecem por baixo do produto no talão e no ecrã da cozinha.
O mesmo grupo serve para vários pratos?
É para isso que existe. O grupo cria-se uma vez em Grupos de opções e marca-se na ficha de cada prato, em «Todos os detalhes». Mudar o preço de uma opção muda-o em todos os pratos ao mesmo tempo, e a ficha do grupo diz-te em quantos está.
O que acontece se o empregado não escolher o obrigatório?
A caixa não cobra. O botão deixa de mostrar o valor e passa a dizer quantos produtos estão a meio; ao tocar nele leva-te à linha que falta. Se o cliente continua a pedir, «Escolher depois» deixa a linha marcada para a terminares antes de cobrar.
As opções também aparecem na ementa pública?
Não. Hoje pedem-se na caixa —web ou app do comércio— e no quiosque; a ementa pública mostra o prato com o seu preço base. Se um extra faz parte da forma como vendes o prato, di-lo também na descrição do produto.